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Saúde, Trabalho
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Terça-feira, Novembro 29, 2005


Nestlé recolhe leite infantil em quatro países europeus


Nestlé diz ter mudado os seus procedimentos após contaminação

A multinacional suíca Nestlé anunciou o recolhimento de seu leite infantil à venda na Espanha, França e Portugal, além da Itália.
A medida foi tomada pela multinacional suíça depois que a polícia italiana começou a apreender, a pedido da Justiça, 30 milhões de litros de leite infantil produzidos pela empresa.

Testes em amostras indicaram que o produto apreendido na Itália está contaminado por IsopropilThioXantone (ITX), componente químico da tinta usada no processo de impressão de imagens e textos nas embalagens TetraPak onde o leite é acondicionado.
Segundo a companhia suíça, a de cisão de retirar o produto das prateleiras foi tomada como "uma medida de extrema precaução", pois não acredita que a substância química encontrada possa prejudicar a saúde das crianças.

Não se sabe ainda se o produto é tóxico.
Duas marcas diferentes de leite infantil produzidos pela companhia foram apreendidas.
Um comunicado da Nestlé datado de 21 de novembro, citado pela agência France Presse, diz que a companhia decidiu fazer "o recolhimento imediato de todos os produtos indicados pelas autoridades".

O comunicado diz que a companhia alterou o modo de fabricação da embalagem para eliminar a substância em questão.

Testes

Segundo a agência italiana Ansa, 2 milhões de litros de leite já haviam sido apreendidos no dia 9 de novembro, mas os testes posteriores mostraram que todos os produtos com data de validade de setembro de 2006 estavam contaminados.
De acordo com a Ansa, os produtos com validade posterior a setembro de 2006 não apresentam problemas.


Fonte: www.bbcbrasil.com.br

GRUPO ORIGEM - 15:11
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Leite materno salva 6 milhões de bebês ao ano, diz Unicef


Apenas 39% dos bebês são amamentados por suas mães

Seis milhões de bebês estão sendo salvos a cada ano por causa do aumento na taxa de amamentação exclusivamente por leite materno, revela um relatório anunciado nesta terça-feira pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas pela Infância) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Desde 1990, a taxa de amamentação por leite materno cresceu 15% entre bebês com menos de seis meses de vida nos países em desenvolvimento.

Os números do documento também mostram que mais de 60 países estão implementando o Código Internacional de Marketing em Substitutos do Leite Materno, que proíbe a oferta de presentes e amostras grátis a profissionais de saúde e o uso de palavras ou imagens em a núncios que idealizem a amamentação por mamadeira.

O relatório foi produzido para avaliar o progresso feito pelas nações desde que foi publicada a Declaração sobre Proteção, Promoção e Apoio ao Aleitamento Materno em 1990, adotada em um encontro realizado pelo Unicef e pela OMS em Florença, na Itália.

Apoio de hospitais

Uma das propostas aprovadas pelo encontro de Florença foi atribuir o status de "amigo dos bebês" para os hospitais que estimulassem as mães a amamentar seus recém-nascidos.

De acordo com o relatório, 20 mil hospitais em 150 países já receberam esse status. Apesar dos avanços, o documento admite que a taxa de aleitamento materno ainda é muito baixa. Somente 39% dos bebês no mundo em desenvolvimento são alimentados exclusivamente por leite materno.

Entre os motivos mencionados para explicar tal patamar, são apontadas a pesada carga de trabalho das mulheres das zonas rurais e as incertas oportunidades de trabalho para as trabalhadoras das áreas urbanas.

Proteção às mulheres

Por isso, diz o relatório, as mulheres precisariam de maior proteção no mercado de trabalho.
Nos últimos dez anos, o número de mulheres empregadas cresceu em quase 200 milhões, mas apenas 59 países ratificaram pelo menos uma das três convenções de proteção à maternidade da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Outra preocupação relaciona-se à necessidade de evitar que a prevenção da transmissão do vírus da Aids, o HIV, das mães para seus filhos não prejudique as campanhas em favor da amamentação materna.

Uma coalizão de entidades, incluindo Unicef, OMS, a Rede Internacional de Ação "Baby Food" e a Aliança Mundial pelo Aleitamento Materno, está celebrando em Florença nesta terça-feira o 15º aniversário da adoção da Declaração de 1990.
Ela também é conhecida como "Declaração Innocenti", em alusão ao Centro Innocenti de Pesquisa do Unicef, localizado em Florença.

Fonte: www.bbcbrasil.com.br


GRUPO ORIGEM - 15:03
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Italia retira 30 millones de litros de leche infantil por ser "inadecuada
para el consumo"


Nestlé no tiene constancia de que haya partidas con el mismo defecto en
España

ELPAIS.es / AFP - Madrid / Roma
ELPAIS.es - Sociedad - 22-11-2005 - 11:21

La justicia italiana ha ordenado la retirada de todas las tiendas del país
de unos 30 millones de litros de leche infantil producida por Nestlé por
ser, según informa la agencia de noticias Ansa. Un producto que se desprende
de su envase la hace "inadecuada para el consumo", aunque por el momento no
se sabe si es tóxico o simplemente altera sus propiedades.

Desde esta mañana agentes judiciales recorren todos los puntos de venta de
Italia para dar cumplimiento de la orden judicial. La medida afecta a la
práctica totalidad de la leche Nestlé para niños producida en Italia con las
marcas Mio, Mio Cereali, Nidina 2 y algunas partidas de Nidina 1, informa el
diario La Repubblica. El producto ha resultado "inadecuado para el consumo
por una sustancia producida por el embalaje", señala Ansa que cita fuentes
de la Justicia italiana.

En un comunicado, la filial italiana de Nestlé, con fecha de ayer, indica
que la compañía ha decidido "retirar inmediatamente todos los productos
señalados por las autoridades" que contienen restos de un producto, el ITX,
utilizado en la fabricación de los envases. Según los expertos italianos, no
está claro todavía si la sustancia es tóxica o no, pero sí que su presencia
altera las propiedades de la leche, por lo que se ha acordado su retirada.

La filial española de Nestlé, consultada por este periódico, no tiene
constancia de que se haya ninguna partida afectada por este problema en
España.
GRUPO ORIGEM - 15:02

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Segunda-feira, Outubro 10, 2005


O escandaloso erro dos cientistas
Painel do segundo dia do ICML9

Iain Chalmers - editor do The James Lind Library (Reino Unido) - apresentou uma pesquisa na qual comprova que a maioria dos artigos científicos publicados por editoras especializadas não fazem referência à bibliografia preexistente, nem chegam a novas evidências ou resultados. E o que é pior: ao ignorar estudos já realizados, divulgam informações erradas que podem causar sérios danos à saúde como a morte prematura, além de desperdiçar dinheiro público e a vida de cobaias.

Chalmers confessa que seu trabalho, que tem o provocativo título: ¿The scandalous failure of scientists to cumulate scientifically¿ vem desagradando a membros da comunidade científica e editores. ¿Mas a população é que deveria estar indignada¿, afirma Chalmers. ¿Em campos como medicina e saúde, falhas são gravíssimas¿, completa.

Para ilustrar sua apresentação, o pesquisador citou um livro publicado nos anos 60 sobre a saúde dos bebês. A publicação que vendeu milhares de exemplares afirmava que dormir de bruços era a posição mais saudável para os bebês. Só depois de décadas e da morte de milhões de crianças, a comunidade científica atentou para o que afirmava um estudo publicado poucos anos depois: que esta posição causa a morte súbita. Foram anos de repetição de uma única e errônea informação, que poderia ter sido revisada desde 1970.

Como resultado de sua pesquisa, que vem ganhando ares de campanha por estudos científicos mais responsáveis, Chalmers divulgou a posição do The Lancet, importante publicação médica britânica, de somente aceitar artigos que apresentem uma revisão de bibliografia. ¿Espero que todas as publicações e pesquisas de todas as áreas sigam este caminho¿, finaliza o editor da The James Lind Library.


Evidência e Gestão

A criação, o planejamento e a avaliação de políticas para a saúde foram temas tratados também neste painel. Anca Dumitrescu, diretora da Divisão de Informação da OMS/ Europa, falou sobre a importância da utilização de evidências para a criação de políticas de saúde de qualidade.

Para isso, Dumitrescu apresentou a HEN (Health Evidence Network), uma base de dados eletrônica que fornece respostas a questões sobre gestão pública de saúde (http://www.euro.who.int/HEN)

Também foram apresentadas experiências na gestão de saúde no Chile, com Rodrigo Salinas (responsável pela Unidade de Bioética e Medicina em Evidências do Ministério da Saúde do Chile), e no Brasil, com Rogério da Costa Santos (Professor da Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica, e Ciência da Computação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Brasil). Nas apresentações, foi dado destaque para a Biblioteca Cochrane, uma coleção de fontes de informação atualizada sobre medicina baseada em evidências.

A Biblioteca Cochrane, através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), está disponível para todos os profissionais de saúde e de informação da América Latina e Caribe, e é produto de um contrato firmado entre a Bireme e a Update Software (UK), com apoio da Colaboração Cochrane e o Centro Cochrane do Brasil.

link(s): www.icml9.org
GRUPO ORIGEM - 10:17

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Segunda-feira, Setembro 26, 2005


Amamentação traz benefícios para o desenvolvimento físico e psicossocial da criança e da mulher, além de facilitar o orçamento familiar
Laura Giannecchini

Sete mulheres foram convidadas para falar com uma platéia quase que exclusivamente feminina sobre a "Amamentação: padrão ouro na alimentação infantil", no primeiro dia de debates do I Encontro Nacional sobre Segurança Alimentar na Primeira Infância (ENSAPI), que aconteceu entre os dias 14 e 16 de setembro, no Senac Consolação. Zuleika Thomson, professora da Universidade Estadual de Londrina, foi a responsável por "colocar ordem na casa", coordenando a mesa e garantindo que a discussão permanecesse focada no tema proposto.

Importância do aleitamento materno

O debate começou com a pediatra Dolores Fernandez, discutindo a importância do aleitamento materno. A médica explicou que o leite materno a Sociedade Brasileira de Pediatria aconselha o aleitamento exclusivo até os seis meses de idade, e até os dois anos, de forma contínua.

Isso porque o leite materno é um ótimo alimento, de fácil absorção e digestão para o bebê. Ele contém proteínas, gorduras, açúcares, sais minerais, vitaminas, fatores de crescimento, endorfinas nas proporções adequadas ao bom desenvolvimento do bebê. E fatores de proteção contra diversas doenças e alergias. Também contribui para o desenvolvimento neuromotor, cognitivo e psicoemocinal da criança, já que a amamentação promove a sedimentação do apego entre mãe e filho.

Para a mãe, a amamentação também traz vantagens, já que garante um espaçamento entre as gestações, uma involução do útero e o retorno ao peso normal da mulher mais rapidamente. Também evita o câncer de mama e reduz as chances de depressão pós-parto. E, do ponto de vista econômico, reduz em 30% os gastos que a família tem com a chegada na nova criança. Aliás, a pediatra pontuou que, se todas as crianças brasileiras fossem amamentadas exclusivamente até os seis meses de idade, 300 milhões de reais seriam economizados anualmente.

Por outro lado, a amamentação contribui com a preservação do meio ambiente, pois é uma produção limpa, que ainda diminui a demanda da comercialização de alimentos para lactentes e crianças na primeira infância, além de bicos, chupetas e mamadeiras. Assim, diminui a produção de embalagens e rótulos de produtos para bebês e conseqüentemente seu descarte no meio ambiente.

A pediatra ainda lembrou que é fundamental incentivar a mãe a amamentar seu filho na primeira hora de vida, pois isso, além estabelece importantes vínculos entre a mulher e a criança.

Funcionamento da amamentação

A enfermeira e coordenadora da 1ª regional de saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul, Celina Valderez Feijó Kholer falou sobre como funciona a amamentação do ponto de vista fisiológico.

Ela lembrou que o leite produzido pela fêmea de cada espécie mamífera contém os nutrientes necessários ao bom desenvolvimento de cada filhote. Assim, ponderou que a quantidade de gordura presente, por exemplo, no leite da vaca muito superior do que a presente no leite humano porque isso varia em função do tempo necessário para que o filhote ganhe autonomia. Quanto menor o tempo da autonomia, maior o índice de gordura do leite. E dessa forma concluiu que o leite humano é muito mais adequado para amamentar os bebês do que o leite de vaca, ainda que diluído.

De acordo com a enfermeira, a quantidade de leite produzida pela mulher não tem relação alguma com o tamanho de seu seio. As mulheres, normalmente, produzem leite na quantidade necessária para alimentar seu filho. A dificuldade é que, nos seres humanos, a produção de leite é influenciada pelas condições emocionais da mulher.

Por isso, é fundamental que ela receba apoio de seu companheiro, familiares e amigos após o parto, mas sem que fiquem dando muitos conselhos sobre como amamentar. Ela disse que é preciso que essas pessoas apenas manifestem carinho, contribuam na arrumação da casa, de vez em quando cozinhem, mas sem interferir na relação mãe e filho.

Alimentação artificial

A nutricionista e professora da Universidade Federal de Ouro Preto, Maria Cristina Passos, expôs os riscos da alimentação artificial. Antes de começar seu discurso, Maria Cristina apresentou à platéia uma foto muito impressionante, tirada em 1939, que mostrava uma mãe de gêmeos com duas crianças com tamanhos muito diferentes.

A criança com desenvolvimento físico normal era um menino, que havia sido alimentado no peito da mulher. A outra, muito pequena, era uma menina, que fora alimentada com mamadeira, e que alguns dias depois da imagem ter sido tirada, veio a falecer. A fotografia provava, portanto, que o leite materno é o alimento mais adequado ao desenvolvimento da criança

A nutricionista destacou também que, como o leite de vaca tem que ser diluído para ser dado à criança e, nesse processo, nem sempre é utilizada uma água de boa qualidade e os utensílios não são esterilizados corretamente, o que aumenta o risco de contaminação do alimento e, por conseqüência, os riscos de doenças nas crianças, que já têm baixa proteção imunológica (por não receberem os anticorpos da mães via leite materno).

Rotinas hospitalares

A médica anestesista Raquel Pereira comentou em sua fala sobre os efeitos das rotinas hospitalares. Para Raquel, a promoção do aleitamento materno exclusivo deve fazer parte do "DNA da instituição hospitalar". Nesse sentido, insistiu que todos os funcionários dos hospitais deveriam estar conscientes da importância da amamentação e prontos para conversarem com as mães nas maternidades sobre o assunto.

Raquel avaliou como positiva a mudança de paradigma que ocorreu com a amamentação entre 1975 e 2000. Ela destacou que, na década de 70, uma em cada duas mulheres amamentava seu filho exclusivamente até os 3 meses de idade. Hoje, uma em cada duas mulheres amamenta seus filhos até os dez meses.

A anestesista ainda traçou comentários sobre a Iniciativa do Hospital Amigo da Criança (IHAC), ressaltando que a iniciativa recebeu o apoio de portarias e normas, e sobretudo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para ela, o passo dois da IHAC (treinar e capacitar a equipe para implementar as normas da IHAC), o passo 4 (ajudar as mães a iniciarem a amamentação na primeira hora após o parto), o passo 7 (do alojamento conjunto), o passo 9 (de evitar dar bicos artificiais ou chupetas às crianças) e o passo 10 (encaminhar a mãe, na hora da alta hospitalar, para grupos de apoio ao aleitamento materno, na comunidade ou em serviços de saúde) foram e são muito importantes para a promoção aleitamento materno.

Bicos artificiais

A fonoaudióloga da prefeitura de Jandira, no interior de São Paulo, Lílian C. Cotrim comentou os efeitos dos bicos artificiais no desenvolvimento sensorial, respiratório e odontológico da criança.

Segundo a fonoaudióloga, o uso de bicos artificiais antecipa o desmame precoce. Isso é preocupante porque o bebê deixa de ser estimulado sensorialmente (a sucção estimula o tato, o olfato, a visão, o paladar), além de ficar mais vulnerável a doenças.

Ainda que se usem chupetas ortopédicas, de acordo com Lílian, os bicos artificiais também não permitem uma respiração e deglutição correta, o que gera problemas no sistema fonoaudiólogo. Por isso devem ser evitados.

Dimensão econômica

Nazaré Nery, membro da IBFAN em Curitiba, fechou o seminário, apontando os custos da alimentação artificial. Ela disse que uma das principais causas do pedido de crédito na população de baixa renda é para suprimento da alimentação das crianças na primeira infância.

A terapeuta incentivou o aleitamento materno desde a primeira hora de vida do bebê e se mostrou contra a industrialização, inclusive do leite humano, não só porque a amamentação reduz os custos no orçamento familiar, porque diminui os problemas ambientais, mas porque ele é, sobretudo, um ato de amor, que garante o bom desenvolvimento psicossocial da criança.
GRUPO ORIGEM - 10:33
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Conheça experiências de promoção de aleitamento materno que dão certo
Daniele Próspero

No Brasil, algumas experiências positivas vêm sendo desenvolvidas a fim de promover o aleitamento materno, como o Programa Senac de Promoção da Amamentação, lançado em 2001, com o objetivo de fomentar o aumento da amamentação e colaborar para a diminuição da mortalidade infantil. As primeiras iniciativas para este programa surgiram em 1996, com a participação do Senac na Semana Mundial de Amamentação, promovendo a distribuição de cartilhas.

De acordo com Jorge Silveira Duarte, coordenador da área de Desenvolvimento Social do Senac, a instituição percebeu que somente a distribuição de cartilhas não era suficiente, surgindo assim o programa, reunindo organizações para pensar que forma trabalhar esta questão, já que havia falta de informação sobre o assunto.

O programa então decidiu trabalhar com a formação de redes, a fim de definir objetivos em comum e realizar ações em conjunto, otimizando recursos e potencializando resultados. O programa inclui ainda a capacitação de multiplicadores, em parceria com Instituto de Saúde, e também a realização da Semana Mundial. São 120 organizações trabalhando em rede, com a estimativa de ter capacitado, entre 2002 e 2005, mais de 18.500 multiplicadores e ter atingido cerca de 620 mil pessoas.

Atualmente, a redes de promoção do aleitamento estão em Campinas, São Paulo, Santos, Bauru, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. A Rede de Bauru, por exemplo, criou o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Exclusivo, a fim de conseguir sustentabilidade para suas ações. Segundo Jorge Duarte, a idéia é justamente esta, que, ao longo do tempo, a própria comunidade assuma o projeto e desenvolva as ações que achar melhor com os instrumentos que dispuser.

A proposta do Senac é, até 2010, não trabalhar mais redes temáticas, mas sim que este assunto faça parte do dia-a-dia de redes locais, estas baseadas no desenvolvimento local. O desafio para 2005/2006 nesta área de fomento à amamentação é o estabelecimento de parcerias com outras redes e com governos e identificar as necessidades locais e desenvolver ações com metas e indicadores de impacto social.

Amamentação na prisão

Atualmente no país existem 36 unidades femininas, em 21 estados, com cerca de sete mil presas. Elas têm o direito de amamentar e permanecer com os filhos pelo menos até os seis meses de vida. Hoje, os estados que realizam o pré-natal e falam sobre a importância da amamentação são: Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em cada local, no entanto, varia a forma de atendimento e atenção dispensada a estas mulheres e seus filhos.

No Distrito Federal, por exemplo, há orientações e atendimento por equipe de saúde tanto para a mãe quanto para a criança e as presas ficam seus filhos no berçário até os seis meses. Já no Mato Grosso, as mulheres ficam com os bebês na creche durante o dia e à noite vão para as celas individuais com eles. E, em Minas Gerais, as presas têm possibilidade de amamentarem na creche por tempo indeterminado.

Já em São Paulo, foi criado em 2000 o Centro de Atendimento Hospitalar à Mulher Presa, com capacidade para 80 detentas. Atualmente, estão no espaço 65 mães com bebês. No entanto, elas têm a possibilidade de ficarem com as crianças apenas até os quatro meses de idade. Depois disso, os bebês são afastados e vão para a família ou instituições. Segundo Sandra Gianelo, pediatra do Hospital Estadual Mário Covas, essa atitude pode deixar seqüelas irreversíveis, sendo uma separação muito dramática.

Já para as adolescentes, foi criada, em fevereiro de 2004, uma Unidade Feminina da Febem (Fundação do Bem-Estar do Menor) da Mooca, conhecida como Casa das Meninas-Mãe. Toda a equipe que atua no local recebeu treinamento sobre aleitamento materno e as meninas são aconselhadas a amamentar exclusivamente até os seus meses de vida do bebê. De acordo com Sandra, os resultados têm sido positivos, sendo possível perceber a mudança de comportamento das adolescentes a partir desse apoio, o que gera, em muitos casos, a redução no tempo de internação.

Apoio aos indígenas

Não é somente no Brasil que o apoio ao aleitamento materno se faz presente na América Latina. No México, há 20 anos há um trabalho com indígenas da região de Chiapas, que tem 119 municípios, sendo que 34% deles apresentam alto índice de marginalidade entre a população. Em 1983, teve início o Programa Integrado de Apoio à Nutrição e, em 1990, criou-se as Casas de Saúde da Mulher, com promotores de saúde e parteiras, além de um centro de apoio nutricional. A partir de 1998, o grupo começou a atuar com um modelo de consultas coletivas e grupos focais, a partir da atenção integral para a saúde das mulheres e das crianças e prevenir a desnutrição.

Os grupos são divididos em gestantes; mulheres com crianças de zero a seis meses; depois de seis a nove meses; e de 10 a 24 meses. Segundo Marcus Arana Cedeño, um dos coordenadores da ação, a proposta destes grupos é oferecer apoio e oportunidade para que as mulheres possam falar sobre suas necessidades, tirar duvidas e, acima de tudo, aprender com a sua e a experiência das outras mulheres, reconhecendo seus direitos e descobrindo sua capacidade de decisão.

Em 2003, foi criado o Programa Vida Melhor, a fim de atender 270 microregiões dos piores municípios, com maiores taxas de desnutrição e mortalidade infantil e materna, em que se encontram grande parte da população indígena. Já foi estabelecido um sistema de prevenção, com a criação de um fundo comunitário, a fim de disponibilizar recursos para casos de transporte de emergência das mulheres grávidas, assim como um sistema de rádio e de comunicação, também para estes casos.

Além dos grupos, que contam com promotores de saúde locais capacitados para trabalhar com esta metodologia, os profissionais fazem visitas semanais nas casas das crianças entre seis e nove meses, além de distribuir materiais educativos, como vídeos, sobre saúde da mulher e a importância do aleitamento. Os modelos realizados em cada comunidade são distintos e as mulheres decidem como se reunir e discutir estas questões da melhor forma.
GRUPO ORIGEM - 10:32
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Aleitamento materno e segurança alimentar foram temas de debates no Senac
Laura Giannecchini

Entre os dias 14 e 16 de setembro, o Senac Consolação acolheu o I Encontro Nacional sobre Segurança Alimentar na Primeira Infância (I ENSAPI), promovido pela Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN - International Baby Food Action Network) e realizado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) do Ministério da Saúde, Instituto de Saúde, Senac e Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

A Conferência de abertura do evento, que teve por tema "O aleitamento materno como estratégia para o desenvolvimento econômico e social", contou com a presença de Flávio Valente, relator nacional para o Direito Humano à Alimentação, Água e Terra Rural.

Para o especialista, a discussão sobre a garantia dos direitos humanos no Brasil - e, sobretudo, sobre o direito humano à alimentação - precisa ser aprofundada no país, pois, embora o combate à fome e o direito à alimentação tenham voltado à pauta de discussões desde o início do governo Lula, a abordagem da efetivação desse direito a partir do suprimento de três refeições diárias é superficial.

Flavio Valente afirmou que o direito à alimentação não deve ser entendido apenas como o acesso ao alimento. Trata-se de uma questão mais ampla, que está ligada ao acesso aos nutrientes necessários para suprir as demandas humanas, à forma adequada de preparação dos alimentos, e até à cultura de cada sociedade. O direito à alimentação, portanto, de acordo com o especialista, está associado à construção da identidade das pessoas.

O relator ainda explicou que, na condição de direito humano, esse direito é indissociável dos demais direitos humanos. Assim, é impossível pensar na garantia do direito à alimentação sem pensar na efetivação dos direitos à saúde, à educação, à água potável, à energia elétrica etc. E por isso a alimentação saudável está associada ao desenvolvimento social e econômico do ser humano.

Nesse sentido, ele lamentou que 70 milhões de brasileiros não tenham condições de produzir adequadamente seus alimentos, quanto mais de armazená-los. E que 100 milhões de brasileiros não tenham acesso a uma água de qualidade.

Flávio defendeu a disponibilidade de uma alimentação de qualidade e segura, a reforma agrária, a agricultura familiar e ecológica, o acesso ao emprego e renda, a informação, preparação adequada dos alimentos como passos fundamentais para a promoção da segurança alimentar e nutricional.

Ciência a favor de interesses específicos

Flávio Valente apontou que o marco legal brasileiro em relação ao direito à alimentação é extremamente forte. Ele elogiou o fato de o direito à nutrição ser encarado explicitamente como um direito fundamental da criança. No entanto, ponderou que a construção de conceitos, apesar do discurso da cientificidade, não é isenta, pois é sempre resultado de uma luta de interesses. Isso, na sua avaliação, tem efeitos muito claros no direito à alimentação e no combate à fome no Brasil, já que dificulta a elaboração de políticas públicas efetivas.

O fato de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter divulgado que não existe fome no país, por exemplo, revela essa parcialidade. Aliás, para Flávio, isso mostra que os pesquisadores brasileiros não vão a campo há muito tempo, pois as pessoas que trabalham diretamente com a questão do aleitamento materno e da promoção da segurança alimentar sabem que a fome existe. A política de simples distribuição de cestas básicas e leite para as crianças também é uma ilusão de que se está garantindo a segurança alimentar, porque isso viola outros direitos. Flávio considera fundamental ter em conta a cultura local e se trabalhar por uma real inclusão dos grupos sociais quando se pensa a segurança alimentar.

O especialista ainda levantou a questão do Sistema Internacional de Direitos Humanos (SIDH). De acordo com essas normas, as nações têm cinco obrigações frente os Direitos Humanos: respeitar, proteger, promover, prover e facilitar.

Assim, um Estado não pode desrespeitar os direitos já adquiridos das pessoas. Traçando-se um paralelo com o direito ao aleitamento materno, não se pode, por exemplo, tirar da mãe o direito de ela amamentar seu filho. Além disso, o Estado deve proteger os direitos das pessoas contra os interesses econômicos de grupos hegemônicos ¿ no caso, frente a indústrias de leite ou de mamadeiras -, e promover o direito à alimentação de formas diversas, incentivando o aleitamento materno, efetivando os direitos da mãe e da criança.

Se a pessoa não tiver condições de se alimentar, o Estado deve garantir a sobrevivência e a qualidade de vida dos cidadãos. Por outro lado, ele também deve facilitar a capacitação dos diversos atores, a fim de que eles consigam reivindicar seus direitos e contribuir para efetivá-los.

Quando o Estado violar algum direito ou não cumprir com suas obrigações, como os direitos humanos são resultantes da assinatura de pactos internacionais, Flávio disse que se deve recorrer primeiro a instâncias nacionais. Mas, se os casos não forem resolvidos, é possível recorrer a instâncias internacionais.

Conseqüências para toda a vida

O especialista apontou ainda que a má nutrição (que tem como resultado tanto o sobrepeso como o baixo peso) tem um impacto profundo sobre a vida das pessoas e seus descendentes.

No caso do aleitamento materno, ele destacou o problema da nutrição na gravidez precoce. De acordo com Flávio, as mães que engravidam antes de terem completado o seu desenvolvimento físico, antes de terem parado de crescer, competem com seus filhos pelo aproveitamento do alimento ingerido. Daí a alta taxa de mortalidade de crianças filhas de mães adolescentes. Para o relator, a gravidez precoce é uma violação dos direitos tanto da mãe quanto das crianças, que deve ser observada pelo Estado.

As pesquisas evidenciam, de acordo com o especialista, que bebês que nascem com alto ou baixo peso têm problemas de saúde inclusive na vida adulta. Aliás, no curto prazo, a má nutrição do bebê (inclusive intra-uterina) gera problemas no desenvolvimento cerebral, na composição corpórea e na programação do metabolismo da criança. No longo prazo, prejudica seu desempenho cognitivo e pode ocasionar outras doenças.

Como a alimentação tem impactos na qualidade de vida da pessoa desde antes de seu nascimento, Flávio defendeu que uma política pública que garanta o desenvolvimento humano e social deve passar necessariamente por um bom pré-natal, pela promoção da saúde de toda a população e por uma atenção especial à saúde das mulheres.

Fonte: SENAC 3 setor
GRUPO ORIGEM - 10:24

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Segunda-feira, Agosto 29, 2005



GRUPO ORIGEM - 09:56
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Semana Mundial da Amamentação alerta para importância do leite materno

Até o dia 31 de agosto, as atividades da Semana Mundial da Amamentação alertarão as mães sobre a importância do leite materno para os bebês até os seis meses de vida. A coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Sônia Salviano, lembra que o leite materno é muito mais saudável para os bebês do que outros produtos industrializados, como leite em pó e suplementos alimentares.

Ela alerta também que produtos como chupetas e mamadeiras têm sido verdadeiros inimigos da amamentação. "O leite materno é o único alimento que se adapta a cada fase da criança. O leite, a cada hora do dia, se modifica. O leite da manhã tem uma composição, ao meio dia ele é diferente, à tarde e à noite também. A cada evolução do bebê ele se adapta", explicou.

E chama a atenção para o fato de que muitas mulheres têm deixado de amamentar por causa da vaidade. "Algumas ainda não amamentam por acharem, por exemplo, que o peito vai cair. Na verdade, isso é um mito porque o que faz peito cair é a idade, a força da gravidade, condições hereditárias e a gravidez. É na gravidez que os hormônios atuam na glândula mamária, fazendo com que ela aumente. Então, esses são os fatores que podem levar a uma queda de peito. A amamentação não tem culpa nenhuma nesse processo".

Fonte: Programa A Voz do Brasil
GRUPO ORIGEM - 09:53

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Quarta-feira, Agosto 24, 2005


Região sul do município discute aleitamento materno em encontro na Faculdade Ítalo

Encontro promovido pela Regional do Campo Limpo e hospitais da região reúne especialistas e representantes dos principais hospitais da região sul do município e abordará temas que vão desde a estrutura dos recursos existentes até os programas de aleitamento materno da região e seus resultados. O encontro será no Teatro Paulo Autran da Faculdade Ítalo Brasileira no dia 31 de agosto e será composto de uma mesa redonda e uma conferência.

Participam da Mesa Redonda: Dra. Jane Schuman Szmid - Gerente da Unidade Neonatal do Hospital Municipal do Campo Limpo e Coord. Técnica da Unidade neonatal do Hospital Regional Sul; Dra. Shoshana R. Furtado - Médica Sanitarista da Supervisão do Campo Limpo Coordenadoria Sul; Dra. Maria Tereza Cera Sanches - Fonoaudióloga do Instituto da Criança, e a Profa. Luciola de Castro Coelho - Especialista em Nutrição Materno Infantil e Professora da Cadeira de Nutrição Infantil da UNIFESP. A Conferência estará a cargo do Dr. João Aprígio Guerra de Almeida - Doutor em Saúde da Mulher e da Criança, Pesquisador Titular da FioCruz e Coord. Do Centro de Referência Nacional para Banco de Leite Humano

Este encontro se realiza dentro das comemorações da Semana Mundial do Aleitamento Materno, que se inicia em 25 de agosto, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde e do Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância ¿ que conta com a participação de 120 países. Estudos constatam os benefícios do aleitamento materno: bebês amamentados com leite materno são mais inteligentes. Um dos estudos, coordenado pela médica Kathryn G. Dewey e publicado no Journal of Nutrition, concluiu que crianças que foram exclusivamente amamentadas por 6 meses, engatinharam antes e estavam mais inclinadas a andar aos 12 meses, comparadas aos bebês que começaram a comer comida sólida aos 4 meses. Outra pesquisa, sob a orientação de Carlo Agostoni e publicada na National Library of Medicine, revelou que prolongar a amamentação durante o processo de desmame pode resultar numa performance melhor de desenvolvimento aos 12 meses. Em 2002, um estudo feito na Dinamarca, publicado no Journal of the American Medical Association, levou em conta a duração da amamentação e mostrou que a diferença entre as crianças amamentadas menos de um mês comparadas às crianças amamentadas durante 7 e 9 meses era de 6,6 pontos na escala de WAIS (Escala de Inteligência de Wechsler para adultos). No Brasil, a campanha é conduzida pela Sociedade Brasileira de Pediatria e suas afiliadas, como a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

O ingresso para a participação no encontro é a doação de um livro, brinquedo (novo ou usado) ou recipiente de vidro (maionese ou café solúvel), materiais a serem doados ao Banco de Leite. As inscrições poderão ser feitas nos seguintes locais: Hospital Municipal do Campo Limpo ¿ Fone (11) 5512 4484 / 4599; Hospital Regional Sul ¿ Fone (11) 5694 8213 e no Hospital e Maternidade Interlagos ¿ Fone (11) 5666 4430 / 2486 / www.hminterlagos.com.br.

Serviço:

Data: 31 de agosto de 2005 Horário: das 13 às 17 horas

Local: Teatro Paulo Autran (Faculdade Ítalo Brasileira) - Av. João Dias, 2046

Programação:

13 h ¿ Recepção 13:15 h ¿ Abertura Solene

14 h às 15:30 h ¿ Mesa Redonda

15:30 h ás 16:30 h ¿ Conferência

Inscrições antecipadas:

Hospital Municipal do Campo Limpo ¿ Fone (11) 5512 4484 / 4599

Hospital Regional Sul ¿ Fone (11) 5694 8213

Hospital e Maternidade Interlagos ¿ Fone (11) 5666 4430 / 2486 / www.hminterlagos.com.br

Inscrição: Doação de um livro, brinquedo (novo ou usado), recipiente de vidro (maionese ou café solúvel). O material será doado ao Banco de Leite.

Estacionamento na rua Dr. Rubens Gomes Bueno, 75 ou na rua Verava, 61.

Informações: 11 5645 0099
Imprensa: v.meyer@valentinameyer.com.br tel. 11 3168 3166 c/ Rodolfo Neto ou Lilian
GRUPO ORIGEM - 11:00

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Segunda-feira, Agosto 22, 2005




Do peito à comida caseira: saúde a vida inteira
Fernanda Dantas

Para um melhor começo na vida, a Organização Mundial de Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas pela Infância (UNICEF) e agências de saúde por todo mundo recomendam que as mães amamentem seus bebês exclusivamente nos primeiros seis meses de idade e que continuem amamentando enquanto introduzem outros alimentos e bebidas, até os dois anos ou mais, conforme a mãe e o bebê desejarem.

O tema deste ano da Semana Mundial da Amamentação é sobre a continuação da amamentação, depois dos seis meses de vida, e a introdução de outros alimentos. Esses alimentos devem ser nutritivos, com a consistência certa e oferecidos de maneira apropriada. Consideramos que o modo como a transição da amamentação exclusiva para a amamentação continuada, e complementada com a alimentação com toda a família, é realizada como uma forma de cuidado e amor.

Para uma nutrição adequada, bebês, a partir dos seis meses de vida, precisam de outros alimentos, além do leite materno. O termo utilizado para a introdução de novos alimentos e bebidas somado à amamentação é Alimentação Complementar. A comida deve ser um complemento da energia e nutrientes vindos do leite materno.


Isto não significa que aos seis meses os bebês podem mudar diretamente da amamentação exclusiva para comer exatamente as mesmas refeições do resto da família. Bebês maiores e crianças pequenas precisam receber os alimentos mais nutritivos da alimentação familiar, apropriadamente preparadas (amassadas, cortadas, amaciadas) para desenvolverem suas habilidades para comer.

Começar a comer outros alimentos marca uma nova fase no desenvolvimento social, emocional e comportamental de bebês amamentados, particularmente quando outras pessoas, além de suas mães, se envolvem no processo da alimentação. Complementarmente a alimentação pode potencializar oportunidades de desenvolvimento da comunicação, coordenação e habilidades motoras podendo também se constituir como a origem das escolhas por determinados alimentos que persistem mesmo depois da infância. Quando levado com amor, cuidado e paciência, o início da alimentação com outras comidas pode se constituir como um tempo de extensão e fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê trazido pela amamentação e não seu fim.



Quando começar a alimentação complementar?

Amamentação exclusiva é mais do que suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais dos bebês até que eles completem 6 meses de idade (26 semanas). Nesta fase, ocorrem vários marcos de desenvolvimento que tornam o bebê apto a comer alimentos macios e semi-sólidos. Eles podem sentar-se, controlar a sua cabecinha e levar a comida até a boca. Seus sistemas digestivos e imunológicos se tornam também mais maduros.

Que alimentos oferecer?

Entre os 6 e 24 meses, a criança cresce rapidamente e precisa de mais energia, vitaminas e minerais, porém seu estômago é relativamente pequeno. Neste período as crianças precisam de alimentos altamente nutritivos que propiciem muitos nutrientes em pouca quantidade de alimento (alimentos ricos em nutrientes).

Prepare o alimento com higiene

Mesmo após os seis meses, oferecer outros alimentos para crianças amamentadas pode ser uma fonte potencial de infecções. Crianças pequenas são particularmente vulneráveis à diarréia e infecções gastrointestinais. A maioria dos episódios de diarréia em crianças tem origem na contaminação alimentar. A boa higiene nas práticas alimentares é essencial para a alimentação de crianças pequenas.

Dietas com restrições

Quando crianças pequenas são alimentadas com dietas vegetarianas ou vegetarianas sem laticínios, é importante assegurar que elas recebam os nutrientes necessários. Ovos, legumes, ou produtos derivados do leite precisam ser oferecidos em cada refeição. Dependendo da dieta, suplementos ou alimentos locais fortificados contendo ferro, zinco e outros nutrientes podem ser necessários. Só o pediatra poderá prescrever os melhores complementos.

Refeições e lanches

Refeições são ocasiões para alimentação com combinação de alimentos, por exemplo, carne/legumes, o principal alimento consumido pela família (que pode ser o arroz e feijão, ou cuscuz, por exemplo) e verduras.
Lanches podem ser alimentos nutritivos que são convenientes e fáceis de preparar. Durante os lanches, os bebês podem se alimentar com suas próprias mãos de, por exemplo, pedaços de frutas, pão com alguma pasta/manteiga, pedaços de queijo, etc.


Oferecendo o melhor da comida caseira

Se compararmos com as pessoas mais velhas da família, crianças pequenas necessitam proporcionalmente de mais carne, vegetais, produtos derivados do leite do que de arroz, comidas de milho, etc. Estes alimentos podem ser batidos ou amassados, quando necessário, com um pouco de leite materno ordenhado, iogurte ou leite de vaca. Crianças pequenas necessitam pedaços sólidos ou semi-sólidos, com um pouco de molho, batidos ou picados conforme a necessidade. Em algumas circunstâncias, as famílias podem preferir preparar separadamente comidas nutritivas especialmente para os bebês entre 6 e 12 meses de idade.

Alimentos que devem ser evitados:

·Frituras, empanados e "salgadinhos" são nutricionalmente pobres e muito salgados para crianças pequenas.

·Comidas adocicadas, doces e refrigerantes são calóricos, mas não são nutritivos (calorias vazias). Eles enchem o estômago da criança e diminuem seu apetite para alimentos nutritivos. Eles também podem causar cáries quando os dentes começam a nascer.

·Chás e cafés também enchem o estômago das crianças. A sede das crianças pode ser saciada com leite materno ou água potável (ou fervida).

Alimentos industrializados:


Os alimentos industrializados para bebês podem ser fortificados com quantidades adequadas de vitaminas e minerais. Tais alimentos são geralmente fáceis de fazer, mas, por outro lado, têm um preço elevado e, além disso, podem conter aditivos inapropriados.

O que oferecer diariamente:

· Alimentos de origem animal (carnes, aves, peixes ou ovos). Se não diariamente, oferecê-los sempre que possível, adicionando ao alimento mais consumido pela família.

· Legumes/Grãos (feijão, ervilha, lentilha, carne de soja, pasta de nozes). Tornam-se particularmente importantes para vegetarianos ou quando não for possível oferecer alimentos de origem animal.

· Produtos derivados do leite (iogurte, queijos)

· Verduras juntamente com as refeições. Verduras coloridas contêm mais nutrientes que as pálidas.

· Frutas como lanche e juntamente com as refeições. Frutas coloridas contêm mais nutrientes que as pálidas.

· Todo o alimento mais consumido pela família como arroz, milho, batata, trigo, com alguma variedade das citadas acima.

Como introduzir alimentos na dieta das crianças a partir dos 6 meses de vida:

De 6 a 8 meses: explorando a comida e começando a comer

A princípio, o objetivo maior é encorajar os bebês, que são amamentados, a experimentar ter alimentos em suas bocas. O desenvolvimento do processo da alimentação varia de um bebê para outro. Alguns bebês demonstram maior entusiasmo para comer outras comidas aos seis meses do que outros. Além disso, não é motivo para preocupação se em alguns dias eles cuspirem a comida ou brincarem com ela enquanto a consomem, afinal a maior parte da sua nutrição é proveniente do leite materno. Se as crianças recusarem alimentos, elas precisam ser encorajadas para tentar experimentar outros tipos de comidas, gostos e texturas. A amamentação sob livre demanda pode propiciar quase toda energia que bebês entre 6 e 8 meses precisam, então se eles mostram pouco interesse em comer, mas estão sendo amamentados freqüentemente, não há razão para muita preocupação. A partir dos seis meses, os dois nutrientes que os bebês precisam em maior quantidade do que proveniente apenas do leite materno são o ferro e o zinco, então a prioridade deve ser oferecer carne vermelha, suplementos ou comidas enriquecidas apropriadamente.

De início, bebês necessitam de comidas mais pastosas e macias que não requerem muita mastigação como purês grossos de carne, peixe, ovos, legumes, vegetais. Alguns bebês também ficam felizes com pedaços de comidas macias como talos de verduras cozidas que eles podem segurar e sugar ou morder usando suas gengivas. Gradualmente a quantidade e a variedade de alimentos oferecidos podem ser incrementadas, aumentando a oferta de refeições para duas ou três vezes por dia. Nesta idade não existe vantagem em oferecer outros alimentos numa freqüência maior que esta, pois tal atitude pode substituir a ingestão de leite materno diminuindo, assim, o consumo total do alimento dos bebês.

De 9 a 11 meses: Comendo Mais

Bebês maiores costumam comer mais. O número de refeições oferecidas pode aumentar para três ou quatro por dia, com um ou dois lanches, se necessário. A amamentação em livre demanda deve continuar, mas é importante estabelecer um padrão regular de horários para as refeições. Novos alimentos devem continuar a ser introduzidos para ampliar a variedade na dieta e de nutrientes consumidos.

De 12 a 24 meses: Adaptando-se ao padrão alimentar da família

Em torno dos 12 meses de vida, a maioria das crianças está fisicamente apta para comer os alimentos com consistência similar aos alimentos consumidos pela família. É importante que elas tenham suas próprias porções/pratos, pois elas comem tão rápido quanto os membros mais velhos da família. Além disso, alguns alimentos ainda precisarão ser cortados em pequenos pedaços ou amassados.

Mais informações sobre o assunto no site do Grupo Origem, no site do UNICEF ou ainda no site da WABA, com informações em inglês.
GRUPO ORIGEM - 11:19
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Semana Mundial da Amamentação do Hospital Regional de Sobradinho - DF

O Hospital Regional de Sobradinho (Brasília -DF ), comemorará a SMA/05 com a seguinte programação:
30/08/05

#Lançamento do Projeto SEMEAR AMAMENTAÇÃO ,com crianças da educação infantil das escola públicas e privadas da cidade;

#Homenagem a todos os servidores do Hospital e Centros de Saúde que trabalham com alimentação complementar, tendo como
título AMIGO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL:

#Apresentação do teatro de fantoche sobre alimentação complementar

GRUPO ORIGEM - 10:51
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GRUPO ORIGEM - 10:50
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GRUPO ORIGEM - 10:41
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Coisas de Bebê: Aulas de Amamentação
Maria Vianna

Na próxima quinta-feira, especialistas de todo mundo celebram a Semana Mundial da Amamentação com o intuito de enfatizar a importância do aleitamento materno no desenvolvimento da criança junto às famílias. Embora todas as mulheres reconheçam esta importância, poucas sabem que, depois de dar à luz, podem enfrentar dificuldades ao tentar alimentar seu bebê. Fala-se pouco sobre o assunto porque há uma tendência a se achar que a amamentação é puramente instintiva, quando é algo que precisa ser aprendido na prática.

''Digo que é como aprender a dirigir: no início, ficamos inseguras, mas depois ganhamos confiança para distinguir o certo do errado'', explica a enfermeira Cristina Camargo, coordenadora do Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno (Giam), da Casa de Saúde São José. Com outras duas colegas, Cristina ensina às novas mamães os segredos de uma amamentação tranqüila. ''A mulher demora de duas a três semanas para se adaptar à amamentação. Nesse período, é normal sentir desconforto e errar as posições'', lembra Cristina.

Para as especialistas do Giam, é fundamental a mulher se sentir relaxada para amamentar. É importante a mãe entender que não precisa se culpar nem se cobrar, se o bebê recusar o peito. ''Mais do que alimentar, a amamentação é um momento durante o qual a mãe e o bebê fortalecem seu vínculo afetivo de toda a família. É um momento de amor'', resume a enfermeira.

Jornal do Brasil - 21 de agosto de 2005
GRUPO ORIGEM - 08:52
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Semana Mundial da Amamentação destaca os benefícios da prática
Ana Beatriz Corrêa

A Semana Mundial de Amamentação 2005, comemorada de 25 a 31 de agosto, traz à tona uma das questões mais importantes da maternidade: o aleitamento.

- O leite materno supre todas as necessidades do bebê até os seis meses de vida. As mães que estiverem amamentando devem evitar mudanças radicais na alimentação e seguir uma dieta saudável - aconselha a nutricionista Rosane Rito, uma das fundadoras do Amamentare, movimento que estimula o aleitamento materno.

No primeiro dia de amamentação, a produção de leite é pequena. O leite, chamado colostro, é transparente ou amarelado e tem alto valor nutritivo, suficiente para as necessidades do bebê. E age como uma vacina, protegendo contra doenças.

- Amamentar requer tranqüilidade e uma rede de apoio muito bem estruturada. Estímulos visuais, auditivos e sentimentos agradáveis podem interferir positivamente no reflexo de descida do leite - explica a fonoaudióloga Flávia Bessa, também integrante do Amamentare.

O aleitamento favorece o estabelecimento do vínculo afetivo, pois permite um contato íntimo carregado de emoções e estímulos sensoriais entre mãe e bebê.

- A amamentação favorece o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e da linguagem, entre muitas outras vantagens que poderiam ser enumeradas - completa Flávia.

Este ato de doação é um dos grandes prazeres da maternidade. Algumas mães gostam tanto que tentam prolongá-lo o máximo possível.

- Meu terceiro filho mamou até 3 anos e três meses. Criamos um vínculo de intimidade que é muito gostoso - conta a fotógrafa Kalinde Raynsford, mãe de Rama (15 anos), Nitai (9 anos) e Sanjay, hoje com 6 anos.

- Queremos o melhor para os nossos filhos, e o leite é a materialização desse sentimento. É um vínculo mais profundo, que o bebê só tem com a mãe - completa.

Para as mamães de primeira viagem, o esforço pode ser grande. Mas sempre vale a pena.

- No começo o meu leite demorou um pouco a sair, mas deixei ele puxar bastante e veio até demais. Estou tendo que tirar e estocar - conta Maria Nascimento, de 29 anos, mãe de Bruno, de 15 dias.

No caso de a mama ficar muito cheia e pesada, a mãe deve estocar o leite em frasco fervido por dez minutos na geladeira (24 horas) ou freezer (15 dias). Ou doar a um banco de leite humano.

MITOS x VERDADES

MITOS

¿Meu leite é fraco¿

Todo leite materno é forte e adequado para o crescimento do bebê até seis meses. Nessa fase, não é necessário dar outro alimento à criança.

¿Se eu der muito de mamar, meu leite vai acabar¿

Quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz. Sugar o peito estimula a produção. Por isso, não dê ao seu filho chás, água, sucos ou outros leites nos primeiros seis meses.

¿Chupar chupeta ajuda a criança a mamar melhor¿

Pelo contrário. O uso de bicos, chupetas ou mamadeiras deve ser evitado, pois prejudica a amamentação. Os bebês que fazem uso de mamadeira acabam largando mais rapidamente o peito.

¿Se não puder amamentar, devo procurar uma ama de leite¿

Se por algum motivo você não puder amamentar seu filho, não ofereça o peito de outra mãe. Procure um banco de leite humano, uma maternidade ou um profissional de saúde para orientá-la.


VERDADES

¿A mãe precisa de líquidos, boa alimentação e descanso¿

Quem amamenta deve tomar líquidos em abundância, melhorar a alimentação e dormir ou descansar sempre que possível.

¿Continue a amamentação, se possível até os 2 anos de idade¿

A ciência recomenda que todo bebê deve ser amamentado exclusivamente no peito até 6 meses de vida e continuar mamando até os 2 anos de idade, enquanto são introduzidos novos alimentos.

¿Dar água para um bebê que tenha menos de seis meses é desnecessário¿

Aproximadamente 90% do leite materno é formado por água. O risco de introduzir bactérias é muito grande com a ingestão de água ou qualquer outra substância.

¿O seio não deve ser lavado com sabão¿

O próprio leite protege a pele, evitando infecções. Basta o banho diário, evitando uso de sabonete nos mamilos. Não use pomadas nem cremes na região.

Fonte: www.aleitamento.com
GRUPO ORIGEM - 08:52

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Quinta-feira, Agosto 11, 2005



GRUPO ORIGEM - 11:16
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XXXIII Curso de Manejo e Promoção do Aleitamento Materno

Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha

22/08/2005 -2ª feira
07:30 - 07:50 (20') Entrega de Materiais e Pré-Teste

07:50 - 08:05 (15') Atividade da Divisão de Gestão de Pessoas/Desenvolvimento

08:05 - 08:45 (40') Abertura - Função da Amamentação na Construção do Vínculo Mãe-Bebê

08:45 - 09:25 (40') Aleitamento Materno: Uma Prioridade Mundial

Dez Passos para o sucesso do Aleitamento (Lição Introdutória)

09:25 - 10:10 (45') Aleitamento Materno E Sobrevivência Infantil (Lição 1)

10:10 - 10:25 (15') Café

10:25 - 11:00 (35') Como O Leite Vai Do Peito Para O Bebê (Lição 2 )

11:00 - 12:00 (60') Avaliando Uma Mamada (Lição 5)

23/08/05 -3ª Feira


07:30 - 08:30 (60') Problemas Precoces e Tardios nas Mamas (Lições 6 E 10)

08:30 - 09:20 (50') Iniciando o Aleitamento Materno (Lição 4)

09:20 - 09:50 (30') Trabalho da Fisioterapia no Incentivo ao Aleitamento

09:50 - 10:05 (15') Café

10:05 - 10:35 (30') Trabalho da Fonoaudiologia no Incentivo ao Aleitamento

10:35 - 11:15 (40') Oferecendo um Apoio Permanente a Nutrizes (Lição 12)

11:15 - 12:00 (45') Promovendo o Aleitamento Materno (Lição 3)


24/08/05 - 4 ª Feira


07:30 - 08:20 (50') Baixa Produção de Leite (Lição 8)

08:20 - 09:10 (50') Bebês Que "Recusam" O Peito (Lição 7)

09:10 - 09:50 (40') Retirando O Leite Materno E Alimentando O Bebê Com O Mesmo (Lição 11)

09:50 - 10:05 (15') Café

10:05 - 10:35 (30') Auto-Exame Das Mamas

10:35 - 11:20 (50') Tornando Sua Comunidade Amiga Da Criança (Lição 13)

Norma Brasileira Para Comercialização De Alimentos Para Lactentes

11:20 - 12:00 (40') Anticoncepção E Aleitamento Materno (Lição 16)

25/08/05 - 5ª Feira

07:30 - 08:30 (60') Como Conversar Com As Mães (Lição 16)

08:30 - 09:30 (60') Bebês que Exigem Cuidados Especiais (Lição 9)

09:30 - 09:45 (15') Café

09:45 - 10:30 (45') Tornando seu Hospital Amigo da Criança (Lição 14)

Vídeo - 15 Minutos

10:30 - 11:00 (30') Pós-Teste

11:00 - 12:00 (60') Surpresa

Prática Clínica (Obrigatória para Obtenção do Certificado):

Realizada nos dias imediatamente subseqüentes ao curso, quando grupos de participantes serão monitorados por profissionais do HMEVNC, em prática clínica com puérperas. Agendar horário e comparecer no alojamento conjunto com o formulário de observação da mamada.

Local: Auditório Nobre
da Maternidade Vila Nova Cachoeirinha

Avenida Deputado Emílio Carlos, 3.100.

Vila Nova Cachoeirinha
CEP: 02720 - 200
Inscrições Gratuitas: Tel: 3986-1066
GRUPO ORIGEM - 08:54

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Quarta-feira, Agosto 10, 2005




Pacto Nacional um Mundo para a Criança e do Adolescente do Semi-árido e do Selo UNICEF Município Aprovado

Damos início hoje, oficialmente, à divulgação da primeira Sugestão de Pauta de uma série, que será produzida pela Central CIPÓ de Notícias (CCN) e que integra a mobilização em torno do acordo Pacto Nacional um Mundo para a Criança e do Adolescente do Semi-árido e do Selo UNICEF Município Aprovado. Até dezembro deste ano, enviaremos pautas (factuais e não factuais) com o objetivo de dar visibilidade à realidade das crianças e adolescentes que vivem na região, além de ações e políticas que estão sendo desenvolvidas e implementadas pelas prefeituras baianas que aderiram ao Selo.

O Pacto é resultado de um processo de mobilização e ação, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que se baseia na integração de esforços dos governos federal, estaduais e municipais, bem como da sociedade civil, para garantir que sejam cumpridos os direitos dos quase 11 milhões de crianças e adolescentes que vivem no Semi-árido.

Funcionando como um instrumento para garantir que as metas previstas no Pacto sejam cumpridas, o Selo UNICEF ¿ Município Aprovado acompanha e certifica a gestão municipal, destacando os municípios que obtêm os melhores resultados na implementação de políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes e promoção da melhoria de indicadores como vacinação, mortalidade infantil e materna, saneamento básico, entre outros.

Nossa primeira pauta, que será encaminhada após o envio deste e-mail, traz informações sobre a capacitação de 42 articuladores do Semi-árido baiano, nos municípios de Cícero Dantas e Jacobina. Iniciado ontem (08 de agosto), o Encontro, promovido pelo UNICEF, segue até sexta-feira (12 de agosto). A falta de água potável nas escolas localizadas no Semi-árido será o tema da próxima sugestão.

Equipe Central CIPÓ de Notícias
(Bruna Hercog, Carla Aragão, Luciana Rios, Luiz Lasserre, Michelle Costa, Milena Oliveira, Vanesca Câmara)
GRUPO ORIGEM - 08:43

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Terça-feira, Agosto 02, 2005


Entidades lançam campanha para aumentar licença-maternidade em dois meses

Carolina Benevides

Maria Luiza nasceu há um ano e até hoje é amamentada por sua mãe, a atriz Maria Paula. Madrinha da Campanha Nacional de Amamentação em 2004 - que seguindo orientação da Organização Mundial de Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Ministério da Saúde recomenda que bebês sejam alimentados com leite materno até os seis meses -, ela descobriu que as mães viviam uma crise na hora de voltar ao trabalho.

- A licença-maternidade dura quatro meses. Fiz a campanha para incentivar a amamentação e ficava sentida quando me paravam nas ruas para contar as dificuldades de amamentar tendo que trabalhar. Daí, sugeri que a licença passasse a ser de seis meses - contou Maria Paula.

A sugestão da atriz virou projeto de lei e também uma campanha que será lançada amanhã, na Vila Olímpica da Mangueira. A proposta da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é aumentar a licença de quatro para seis meses. As empresas que liberarem as mães por mais dois meses vão receber em troca incentivos fiscais.

- Queremos que a adesão seja voluntária. E tomamos alguns cuidados para garantir que a mãe vá mesmo ficar com a criança. Ela não poderá, por exemplo, pôr o bebê numa creche - explicou a senadora Patrícia Saboya, coordenadora da Frente Parlamentar de Defesa da Criança e do Adolescente, que vai levar o projeto de lei para o Congresso.

A senadora dará início à tramitação do projeto na próxima semana.

- Amamentar traz benefícios para mães e filhos. Até os seis meses se só tomar leite, o bebê fica com o sistema imunológico reforçado. Ele sara mais rápido. A Maria Luiza é muito saudável. Nem gripe ela costuma pegar. Acorda rindo, é carinhosa e se sente segura - contou Maria Paula, que este ano também fará a campanha de amamentação. E já decidiu: - Vou amamentar minha filha até os dois anos.

JB 29 VII 2005
GRUPO ORIGEM - 10:04

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